As transformações na forma de exercer medicina, e na própria relação entre médicos e doentes decorre do crescente número de mulheres na profissão: segundo JLA, “feminização da profissão médica, que tem consequências na escolha das especialidades, pois a conciliação da vida profissional e a vida familiar, incluindo um projecto de maternidade, obriga a preferir especialidades (…) que permitem um estilo de vida mais controlável”
Voltamos aqui implicitamente aos aspectos da relação médico doente, na medida em que a “feminização” pode ditar uma menor disponibilidade individual para o exercício da medicina 24 h por dia x 7 dias da semana – mas não significa menor acesso, ou menor qualidade, nos cuidados de saúde prestados. Obriga a que a organização da assistência na doença tenha que possuir outras características diferentes das do passado. Mas também há outros factores importantes que fazem mudar as relações mais relevantes no campo da medicina. Não parece que este seja um desafio tremendo para além da maior planificação dentro das organizações que se torna necessária por haver outras utilizações concorrentes do tempo do médico / da médica.