Momentos económicos… e não só

Envelhecimento activo (3)

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A terceira interveniente, Maria Angeles Durán, trouxe uma visão da sociologia, argumentando que o envelhecimento activo é um desafio, e que os desafios exigem esforço; que ser activo não é ser obediente, paciente; ser activo é ser capaz de dizer não.

A sociedade tem que lidar de forma diferente com a relação da pessoa e o emprego. Da idade da reforma como adeus, como direito social, passou a ser despedimento por motivo de idade. Segundo ela, a idade de reforma deveria ser flexível e voluntária.

Defendeu também que deverá ser contabilizada o contributo para a economia de cada país do trabalho informal não remunerado. Há que mudar os paradigmas de contabilidade agregada da actividade económica. Não confundir mercado com economia. Muitas destas actividades informais fazem parte da economia mas não passam pelo mercado (como habitualmente o vemos).

Aconselhou também a não se ter uma fé excessiva na tecnologia, pois há o perigo de se obrigar a consumir algo tecnológico mas desnecessário (no que também se torna uma má aplicação de fundos).

Por fim, referiu que há diferenças importantes entre homens e mulheres no envelhecimento, e que temos  de ter esse aspecto em consideração, nas várias dimensões relevantes.

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Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

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