Momentos económicos… e não só

Forum de cuidados de saúde primários (parte II)

1 Comentário

Na discussão do trabalho apresentado por Miguel Gouveia, passou-se por vários aspectos, incluindo a apresentação de resultados de um painel de peritos e os resultados de um inquérito realizado a profissionais.

Dessa discussão, surgiram algumas ideias a merecer clarificação (no mínimo).

Primeiro, “as reformas custam muito dinheiro”, mas a mim parece-me que se forem as instituições a promover essas reformas e a fazê-lo dentro do orçamento que recebe, ficando com a capacidade de usar para si parte significativas das poupanças que possa gerar com as reformas, não vejo porque não será possível. Se as reformas trazem poupanças, desde que estas sejam maiores que os custos, de outro modo não valeria a pena fazer as reformas, então deverá existir forma de distribuir esses ganhos de modo a que as reformas sejam feitas de modo voluntário.

A questão interessante quanto às reformas não é o seu custo e sim o seu processo. Como conhecer que mecanismos descentralizados permitem fazer as reformas? Como evitar reformas determinadas “top down” para ter em alternativa um processo que permita aos agentes no terreno internalizarem das mudanças e com isso levarem-nas a cabo?

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Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

One thought on “Forum de cuidados de saúde primários (parte II)

  1. A resposta é simples. Entregando-as de verdade aos actores.
    Ou seja “privatizando” as USFs mas mantendo-oas integradas no SNS num regime de contratualização /concessão/convenção. E em competição por clientes.
    A contratrualizaçao “esclarecida” pemite ao Estado “orientar” a actividade em função das poltica de saúde que defina
    A competição por clientes obriga as USFs a orientarm-se pelo interesse dos “clientes”
    Neste regime , cada USF investitirá nas suas instalações e equipamentos. O conunto do microinvestimento e microempreendeorismo será muito maisor e mais ágil que o investimento e empreendimentado que o Estado possa realizar, com a vantagem que será muito mais adequado às necessidades,
    E o mdelo conceptual até já está feito. USFs do Modelo B+ X para a gestão do condominio. Este devería ser o modelo C
    Quanto à Trasferência de dos Cuidados Secudários para os Primários o que é preciso é “abrir” as consultas das várias especialdades. De facto a função do ambulatóriodos hopitais nunca foi oferEcer consulats a toda a gente. A isso se tem vindo a adaptar mas com muitas deficências como o ilustram os tremendos tempos de espera (algumas especialidades com mais de um ano pela primera consulta)

    A solução será também entregar as consultas aos profissionais como uma actividade extra e separada da actividade hospitalar (embora cumulativa). Ou seja por exemplo os Médicos das várias especialidades hospitalares para além do seu ordenado poderiam “explorar” por sua conta as áreas das consultas com preços tabelados (baixos) . Esta actividade podería ser praticada quer nas instalações hospitalares quer em unidades na comunidade.

    António Alvim

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