Momentos económicos… e não só

no dinheirovivo.pt de hoje,

1 Comentário

sobre as saídas de funcionários públicos. Sendo certo que irá e deverá haver uma redução no número de funcionários públicos nos próximos tempos, o objectivo não pode ser apenas reduzir por reduzir. A própria gestão de recursos humanos na administração pública tem que mudar. Não só os que ficam deverão ter um enquadramento diferente, como o recrutamento futuro deve ser acautelado.

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Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

One thought on “no dinheirovivo.pt de hoje,

  1. Caro Prof. Pitta Barros,

    Li com interesse o seu artigo no Dinheirovivo (e já agora, os restantes por aqui) e apesar de concordar consigo, não estou a ver como se implementa.

    Por razões pessoais, vi-me confrontado com o modus operandi do funcionarismo publico, na sua vertente do Ensino Superior Público. Os concursos de admissão de pessoal docente são – apesar da lei em vigor ser melhor que no passado – “à medida”, com avaliações de júri absolutamente parcelares para os candidatos da casa (com algumas, mas infelizmente poucas, honrosas excepções) e em que os méritos não são comparados como tais, mas antes em função de quem já foi escolhido para o lugar. E não estou a falar de UM caso, mas de diversos (que não são para partilha em forum público, mas tenho todo o gosto em detalhar-lhe por email).

    No outro lado da “balança”, não há responsabilização nenhuma. Lembro-me bem do meu tempo de estudantes e de professores absolutamente inúteis (quer pedagogicamente que em termos científicos), mas que por lá andavam e por lá ainda andam – apesar das queixas dos alunos.

    Isto – e com as devidas adaptações – é transversal a toda a administração pública… e assim não vamos lá. A administração pública deve ter os melhores (não forçosamente os “de topo”, porque não pode competir somente em termos salariais), deve ser profissional e apolítica (os directores-gerais NÃO PODEM ser cargos de confiança ou nomeação política) mas deve ser igualmente competitiva – os melhores devem ficar mas os maus (não os “piores”, note-se…) devem sair.

    Do modo como as coisas estão, estou – e passo a expressão – de malas sempre a postos, para a altura em que me farte e atire a toalha para dentro do ringue. Porque assim não vale a pena trabalhar ou investir no nosso país.

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