Momentos económicos… e não só

compra-se farmácia

8 comentários

calma, não sou eu a querer comprar uma farmácia (pelo menos por agora), nem tenho os fundos necessários para o fazer e dívidas não é algo que me agrade.

Mas o Mário Peliteiro, farmacêutico na zona Norte, fez num comentário a um texto anterior (aqui) e no seu blog (aqui) a declaração de estar disposto a pagar 250 000 euros por uma farmácia no triângulo Porto – Famalicão – Viana do Castelo.

Será que o “desafio” do Mário Peliteiro tem resposta?

 

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Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

8 thoughts on “compra-se farmácia

  1. Obviamente nem uma oferta de venda.
    Isto é que não consegue explicar, Prof. Pita Barros.
    Nem isto nem, julgo, o que afirmou hoje na TVI, qualquer coisa como: “não há interessados em entrar de novo no negócio das farmácias”.

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    • Caro Mário,
      a ausência de transacções de farmácias é compatível quer com falta de oferta quer com falta de procura.

      sobre interessados em entrar no negócio das farmácias, nas actuais circunstâncias, além da sua “oferta firme de aquisição”, não conheço mais.

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  2. «Um dos argumentos que uso contra a liberalização da abertura de novas farmácias é a necessidade de uma escala mínima, de uma massa crítica que garanta um serviço público farmacêutico de qualidade, nomeadamente ao nível dos stocks de medicamentos.

    Ora pelo que se pode ver hoje numa reportagem da TVI, muitas farmácias já não são capazes de assegurar o serviço público de abastecimento de medicamentos às populações por escassez de meios financeiros. O Infarmed tem o dever de actuar prontamente, em defesa dos doentes, estabelecer um stock mínimo obrigatório – correspondente por exemplo a 15 dias de vendas -, fechar os estabelecimentos que não consigam cumprir tal requisito e abrir concursos para abertura de novas farmácias que substituam as anteriores.»
    http://www.peliteiro.com/2013/04/devem-fechar-farmacias.html

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  3. O Ministro da Saúde conhece intenções de abertura de novas farmácias, disse-o há pouco, e o Infarmed também.

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    • As intenções até serem confirmadas com investimento e abertura não passam disso. E mesmo que abram, se baseadas em expectativas optimistas, não perdurarão. E ainda se as intenções de abertura estiverem baseadas em previsões de actividade que são sobretudo resultantes de ganhar essa actividade por desvio de compras de farmácias actualmente existentes, poderão entrar umas para forçar saída de outras com efeito líquido muito menor do que se poderia pensar.
      De qualquer modo, qualquer entrada terá que pensar como lidar com as baixas margens sobre MSRM, e que tornam complicado recuperar os custos fixos (e eventualmente os custos financeiros associados com os investimentos para essa entrada).
      De qualquer modo, nada disto é argumento para limitar entrada. Duvido é que a mera entrada de farmácias mais eficientes seja suficiente em escala para resolver o problema de remuneração das farmácias nos MSRM baseada em preços de medicamentos que vão continuar a ter pressão para baixar, e para manter uma rede abrangente.
      O haver vendas que não contribuem para pagar os custos fixos significa também que aumentar o volume de actividade nessa faixa de vendas não melhora a situação. Não será só uma questão de dimensão e de escala da actividade.
      A nossa discussão precisa agora de ter mais informação sobre como as farmácias, individualmente, se estão a ajustar neste momento, e se esse ajustamento é duradouro ou temporário.

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  4. A realidade é uma desmancha-prazeres.
    Também, pelas contas da ANF este ano fecharão 600 farmácias, pelas minhas 6. E pelas suas?

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    • Eh eh, não arrisco números para esse fecho, e por uma razão – creio que há um ajustamento que será feito pelos farmacêuticos em termos de custos directos com a actividade – nomeadamente libertar pessoal e assumirem eles mais trabalho, bem como alterações nos horários de funcionamento, procura de melhor gestão, etc.
      E não consigo quantificar quanto desse ajustamento resulta em menores custos na contabilidade.
      Se fosse apenas uma previsão baseada na contabilidade de 2010 (a última que tenho disponível), para ajustamentos que reflitam a descida de preços dos medicamentos sujeitos a receita médica, poderiam até ser mais de 600, com o ajustamento nos custos que cada uma possa fazer é-me complicado e difícil prever um número exacto e onde.

      Depende em parte de um factor que não consigo quantificar – a capacidade de cada farmácia ajustar os seus custos explícitos, absorvidos por aumento de custos implícitos, como o trabalho do dono da farmácia, que aumente para compensar reduções de pessoal, por exemplo.

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  5. A oferta do Peliteiro é simplesmente demasiado baixa para um mercado onde a paixão ainda é a nota dominante!
    (Este é o final de um comentário que deixei noutro post deste blog)

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