Momentos económicos… e não só

DEO 2014-2018 (6)

4 comentários

Na página 40 do DEO fala-se em criação de um tecto nominal à despesa salarial nas administrações públicas, que poderá resultar na criação de prestação de serviços por empresas ou em institutos que procurem fugir a esse tecto da despesa salarial, basta converter noutro tipo de despesa, – não seria melhor acordar tectos de despesa globais?

Citando: “os ganhos de eficiência e de qualidade na prestação de serviços obrigam à continuação do processo de reforma da Administração Pública, simplificando e corrigindo diferenciações remuneratórias.” – sob o chapéu de tabela remuneratória única – resta saber como se vai fazer quando há profissões que existem apenas no sector público, e não percebo esta frase nem como se articula com o texto sobre tecto nominal dois parágrafos antes.

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Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

4 thoughts on “DEO 2014-2018 (6)

  1. Comparam-se remunerações pagas no sector público com as do sector privado, esquecendo que no privado há fuga contributiva. De facto, no trabalho feito pela consultora Mercer e que foi encomendado pelo Governo, as remunerações do privado são as que constam das estatísticas do Ministério da Segurança Social e do Trabalho, i.e. correspondem à remuneração declarada à SegSocial e sobre a qual as contribuições sociais são pagas.

    Pedro, tudo se articula da seguinte forma: é preciso mostrar oas nossos credores que a despesa com pessoal continua a descer em percentagem do PIB. Depois, como é necessário continuar a fazer as coisas, contratam-se empresas (fornecimentos de serviços externos), mesmo que muitos deles por serem especializados no privado não se adequam ao público. Mas uma franja dos que apoiam a coligação batem palmas pois é mais negócio para eles. Case in point: os escritórios de advogados e a recente notícia que no futuro os Procuradores poderão ser do privado. Conflito de interesses? Shhhhh, isso não é relevante.

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  2. pois… mas abrir aos privados numa perspectiva internacional, porque não? 😉

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    • Sou a favor de mais ar fresco na Administração Pública, se isso aumentar a produtividade, acelerar os processos e/ou melhorar o ambiente de trabalho. Mas é preciso salvaguardar o interesse público. Ou seja, há que garantir que o interesse privado são se sobrepõe ao interesse público. Mas, para tal, é preciso um Estado (regulador) vigilante que não se deixar caputurar.

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