Momentos económicos… e não só

novo dia, nova semana, novo ano escolar, nova vida

11 comentários

para os milhares de alunos que entraram para o ensino superior este ano. Chegam numa altura em que as universidade públicas, tal como o sector público, enfrentam imposições de redução de despesa e cortes salariais. Sou obviamente parte interessada neste tema, e esse facto deve ser sempre tido em conta pelo leitor.

É inevitável que as universidades participem no esforço de redução da despesa pública. E que se tornem mais eficientes. O problema está em definir o que é essa eficiência e qual o valor acrescentado. Em particular, é relevante saber o que se pretende que o ensino superior faça. Uma solução minimalista, para as áreas de economia e gestão (para as outras, quem lá está saberá sugerir o que é minimalista em cada caso): se o objectivo é apenas fazer passar os alunos 3 anos numa instituição de ensino superior enquanto ganham a maturidade necessária para trabalhar, então a solução “mais barata” é deixar de ter professores em exclusividade, e ter apenas professores convidados oriundos dos principais empregadores, que não só darão a perspectiva da “vida real” como podem estabelecer pontes para emprego dos alunos formados. Afinal, também não é raro ouvir dizer que na universidade não se aprende nada, que é depois no posto de trabalho que se faz a verdadeira aprendizagem.

Para assuntos mais sofisticados, depois de alguma experiência laboral, os trabalhadores fariam os cursos (mestrados, pós-graduações) que fossem realmente precisos.

Assim por alto, sendo as despesas com pessoal a principal fatia, não chegando a transferência do orçamento do estado para os pagar na totalidade em várias instituições, esta “simples” alteração poderia trazer uma poupança de mais de 50% !  Sendo natural que a maior parte desses professores convidados também trabalha, as aulas seriam dadas de manhã cedo ou ao final do dia, libertando as salas para outras actividades, incluindo aluguer ao exterior, possibilitando receitas extra (se todas as escolas o fizerem, haverá um excesso de oferta e as receitas poderão afinal ser pequenas, mas adiante).

Os actuais professores permanentes, sendo dispensados, poderão ir para as empresas mostrar que o seu conhecimento tem algum valor, ou procurar, no mercado internacional, que oportunidades valorizam as suas competências (alguns já o fizeram nos últimos anos, com sucesso).

A visão de que o ensino superior serve apenas como filtro de ordenação de candidatos a empregos, sendo o seu fim último satisfazer as necessidades do mercado de trabalho implica uma apreciação de produtividade da universidade em que há ainda imenso onde cortar despesa.

Numa visão alternativa, o ensino superior tem como missão dar uma formação de capacidade de aprendizagem, de ensino de conteúdos e de processos que permitam uma actualização futura desses conteúdos, de desenvolvimento da capacidade de análise e de trabalho, de criação inclusivamente.  Em que o objectivo não é o emprego imediatamente obtido no final da formação e sim uma preparação para uma vida activa, que enquanto profissional poderá ser bastante distinta da formação inicial. Neste caso, as características do corpo docente são distintas, a importância da investigação científica e de como a avaliar tornam-se mais relevantes, não bastará ter relatos imediatos da vida empresarial para uma formação completa, e sobretudo a métrica de avaliação é mais complicada, pois muitos dos efeitos relevantes surgirão muitos anos depois. E aqui torna-se mais difícil saber o que é a produção da universidade, e logo saber qual é a sua produtividade.

Uma solução é deixar que as escolhas feitas pelos alunos expressem esse valor esperado da universidade. Afinal, os alunos e as suas famílias têm o maior interesse em fazer essa avaliação num tempo longo. Só que deixar às escolhas dos alunos é perigoso, pois podem não escolher as áreas e as instituições que o Governo decidiu que são apropriadas, ou simplesmente decidiu que algumas instituições que não seriam escolhidas num contexto de total liberdade acabem por receber alunos por imposição de limites noutras.

Há naturalmente ainda uma terceira via, dizer que as universidades vão bem, fazem bem o que têm de fazer, é preciso é gastar menos, e por isso é necessário impor cortes orçamentais e regras que limitem a capacidade de fazer despesa. Esta é porém uma visão que também tem custos elevados, pois o espartilho de regras do sector público começa a ficar desproporcionado face ao que é o peso das transferências do estado para o funcionamento das universidades.

Voltando aos novos alunos, espero que encontrem à sua frente professores e funcionários universitários dedicados à visão de lhes proporcionar uma preparação para a vida activa (e não apenas maximizar a possibilidade de terem um emprego no final, para cumprir indicadores de empregabilidade), mesmo num contexto orçamental e organizacional difícil.

 

ps. Neste tema, tenho dupla declaração de interesses – como professor de uma universidade pública, como pai de estudantes universitários, estreante este ano num dos casos.

 

nova

Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

11 thoughts on “novo dia, nova semana, novo ano escolar, nova vida

  1. Bom dia Pedro, Excelente post, como sempre.🙂 Tens toda a razão quando dizes que compete à tutela dizer o que quer/espera do ensino superior. Quanto a mim, um universitário pretende “aprender a aprender”, pois é isso que lhe vai servir para uma carreira de 50 anos. Aprender só, não basta porque terá de se reinventar várias vezes. E voltará à Universidade várias vezes, aos 40, aos 60, … SE essa universidade lhe possibilitar o F5, um refresh. Criar “drones” que apenas querem um primeiro emprego (em Portugal ou no estrangeiro – imagino que haja governantes que vêem nisto um produto de exportação!) é, de facto minimalista. Nas palavras de um Dean de Harvard, “aqui não trabalhamos para que encontrem um emprego. Aqui trabalhamos para que criem o vosso emprego e sejam os empregadores de amanhã”. Tendo trabalhado alguns anos “na vida real” como dizes, constato que há uma enorme diferença nos clientes que servi: um novo universitário tem aquele brilho fantástico nos olhos onde se lê: “Transforma-me no melhor que posso vir a ser. Não ouses defraudar as minhas melhores expectativas!”. Para terminar, dizes que a solução minimalista pouparia 50% com professores convidados, mesmo que estes nunca sejam da Universidade, e esta falta de ownership se expresse muitas vezes num “Eu nem sou daqui. Só venho aqui fazer umas horas”. Minimalista seria acabar com o ensino superio público – isso sim seria minimalista com uma poupança de 100%. Mas duvido que seja isso que a Sociedade quer. Muito a propósito são as últimas duas linhas do poema INVICTUS:

    Out of the night that covers me,
    Black as the pit from pole to pole,
    I thank whatever gods may be
    For my unconquerable soul.

    In the fell clutch of circumstance
    I have not winced nor cried aloud.
    Under the bludgeonings of chance
    My head is bloody, but unbowed.

    Beyond this place of wrath and tears
    Looms but the horror of the shade,
    And yet the menace of the years
    Finds, and shall find, me unafraid.

    It matters not how strait the gate,
    How charged with punishments the scroll,
    I am the master of my fate,
    I am the captain of my soul.

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  2. Excelente Pedro, as duas últimas linhas são mesmo aquilo que gostaríamos que à saída os alunos sentissem que os ajudamos a construir.

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  3. 🙂 É o meu último slide nas aulas, no derradeiro dia de matéria. E começo sempre com a célebre frase de Henry Ford: “Whether you think you can, or whether you can’t, you’re always right”.

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  4. Deve ler-se “Whether you think you can, or whether you think you can’t, you are always right!”.

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  5. Em tempos idos, existiam as duas vertentes:

    – um ensino superior politécnico, iminentemente prático, apostado em formar excelentes quadros ou técnicos intermédios, que recorria muitas vezes a um corpo docente com elevada actividade no sector privado e que, por disposição, pouco ou nada queria saber de investigação salvo a muito aplicada.

    – de forma complementar (não concorrencial), existia o ensino superior universitário, mais extenso e teórico, com o objectivo de forma quadros superiores, que fossem capaz de, por si, se imporem no mundo real (em versão “sink or swim”, muitas das vezes).

    AMBAS as vias eram necessárias e adequavam-se ao perfil e expectativas dos candidatos. Depois veio (ou ressurgiu) a mania das importâncias e bacharel não era doutor. Veio Bolonha e aproveitou-se para dar uma machadada no Politécnico, que agora anda às moscas. Pelo caminho vêm os lamentos que os nossos mestres (ou antigos licenciados) não estão preparados para o mundo real, que os cursos são muito teóricos e que as universidades têm de responder à necessidades das empresas. E ninguém percebe a asneira em que todos nos metemos.

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  6. Esta é uma reflexão que urge fazer e poucos estão a fazê-la. Até porque a questão sobre o valor das universidades se vai colocar cada vez mais à medida que as pressões demográficas aumentarem e o mercado de trabalho mudar. Há aqui duas grandes tendências:

    – A redução de alunos à saída do secundário – consequência inevitável da demografia
    – Alteração do mercado de trabalho, cada vez menos baseado em grandes empregadores e cada vez mais em pequenas empresas e mesmo start-ups. O auto-emprego é uma realidade cada vez maior

    Portanto a pergunta que se impõe é a seguinte: QUEM são os “clientes” das univerdades? “Valor” é algo que é subjectivo e está no “eye of the beholder” e o “beholder” é o cliente. Se queremos falar de valor, temos falar de clientes. E quem são os clientes das universidades?

    Alternativa #1 acima do post do Pedro diz-nos: os clientes são os empregadores, e a universidade tem como objectivo formar um pipeline de empregados formados com as competências qb para desempenharem uma função X e eventualmente crescer e aprender dentro do mundo empresarial

    Alternativa #2 acima diz-nos: os clientes são os alunos e a universidade deve prepará-los para uma miríade possível de cenários à saída da universidade, inclusive o auto-emprego

    Alternatiiva #3 acima corresponde ao mero “fazer mais com menos” e embora possa ser necessário fazê-lo não corresponde a uma mudança estratégica.

    #1 e #2 são alternativas legítimas. Podem ser mais ou menos acertadas mas são escolhas legítimas.

    A alternativa que o Pedro não coloca é aquela que eu acho que está hoje em vigor na maioria das universidades portuguesas.
    Pelo menos naquela que eu estudei:

    Alternativa #4: os clientes das universidades são os docentes que lá trabalham. Todo o sistema universitário serve para justificar e perpetuar esta clientela. Vejamos algumas evidências, apenas baseadas na minha experiencia pessoal

    – O conteúdo dos cursos é feito para formar novos professores (daí que sejam considerados muito teóricos)
    – A proliferação de cursos é devido a excesso de oferta de professores e doutorados (e não excesso de procura, quer de alunos quer de empregadores) – quando é que foi a última vez que uma univerdade fechou um curso sem procura, por iniciativa própria?
    – Os professores são cada vez mais avaliados pela investigação que produzem e não pelas aulas que dão ou a qualidade das mesmas
    – Em consequências as aulas são vistas com um mal necessário, que se devem delegar a docs e pos-docs o mais possível.

    Portanto, segundo esta visão (radical, admito e de certeza com excepções) a universidade é uma institução que fornece valor aos seus docentes, utilizando os estudantes como matéria prima.

    Não quero com isto dizer que não há bons professores (e eu tive-os) nem que os alunos sejam sempre carne para canhão mas a orientação estratégica das universidades é para colocar a investigação e os docentes em primeiro lugar, utilizando os alunos como fonte de financiamento (público ou privado) dessas actividades.

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    • Desculpe, mas discordo de forma (quase) absoluta da sua alternativa 4.

      – O conteúdo dos cursos não é para formar novos professores, até porque os professores universitários apenas o deveriam ser após doutoramento (o mestrado é insuficiente em termos de especialização). Os cursos universitários são e devem ser fortes em teoria porque a ideia subjacente, que vem da idade média aliás, não é tanto de capacitar profissionalmente alguém (para isso existem os politécnicos e, a um nível inferior, os cursos profissionais) mas antes dar-lhe as ferramentas mentais para exercer uma profissão de elevado nível. Ou seja, a ideia é capacitar as pessoas a encontrar soluções para problemas desconhecidos e não tanto treiná-las na resolução de problemas “normais”.

      – A proliferação de cursos tem a ver com a diminuição da procura e a necessidade de justificar não doutorados (a quem as universidades e politécnicos não dão emprego), mas antes a própria instituição (o que inclui professores, funcionários, instalações, etc.).- Não é verdade que tenham “proliferado” cursos, o que tem existido é um excessivo ataque de “marketing”-uite, com nomes estapafúrdios e cursos que não se percebe para que servem. Existem eventualmente instituições a mais, mas aí a culpa é de quem as criou – Estado e Poder Local.

      – Os professores são, e bem, avaliados primariamente pela investigação. A Universidade é (ou deve ser) um centro de conhecimento de ponta, em que é dado aos alunos a oportundiade de conviver com o melhor e mais avançado que se faz na sua área. Repito, os alunos não devem ser visto da mesma forma que são os do secundário. A função do Professor Universitário não é tanto ensinar (para isso existem aulas práticas, que podem ser dadas por alunos de doutoramento ou assistentes) mas antes expôr / transmitir conhecimento. É a obrigação dos alunos dar corda aos neurónios e perceber o que lhes é transmitido.

      – Não, as aulas não são um “mal necessário”. As aulas são essenciais, mas a sua leccionação deve ser adequada ao custo/benefício de quem as dá e quem as recebe. Daí que aulas teóricas devam ser dadas por professores enquanto aulas práticas devem ser dadas por assistentes ou post-docs ou doutorandos.

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      • Não tem nada que pedir desculpa. A discordância é muito saudável!

        Antes de mais, repito que estou a falar de experiência própria, alguém que já terminou o curso há 15 anos.
        Admito que as coisas estejam diferentes mas não tenho visto muitas mudanças.
        E não estou a falar da Nova, que desconheço por completo.

        As minhas reacções aos comentários:

        – Concordo que os alunos sejam expostos a investigação de ponta. Esse é e deve ser uma mais valia das universidades. Acho muito bem que os professores estejam involvidos nessa actividade.
        Tive um professor que dizia: “uma cadeira em que o conteúdo não mude todos os anos é uma cadeira morta porque não está exposta à investigação”. Eu concordo com esta afirmação e este professor foi dos melhores que tive.
        Mas não porque ele fazia investigação mas sim porque ele, usando as suas palavras, era um mestre em “expôr / transmitir conhecimento” e estimular os alunos.

        – E é esse “skillset” que eu acho que está desvalorizado na avaliação dos professores. Confunde-se o H-index com a capacidade de incutir uma centelha de entusiasmo e inspiração nos alunos. São coisas muito diferentes e não necessariamente coincidentes. Na minha experiência existia em 5% dos professores.

        – E não estou a falar em “showmanship”. A aula não é um circo.
        – E não estou a falar em alguém que faz a papinha toda. Os melhores que eu tive eram também os mais exigentes.

        – Um bom exemplo daquilo a que eu me refiro é a falta de respeito pelos alunos que é demonstrada quando professores manifestam um desconhecimento total pela matéria que é leccionada nas outras cadeiras do mesmo curso. Que os professores se queixem do ensino secundário, que não prepara os alunos, bla bla bla… ainda vá.
        Mas quando são os professores da mesma instituição que não falam entre eles… que utilizam nomenclatura diferente para se referir à mesma coisa… não são capazes de falar e de se entender?

        – É por isso que eu digo que a universidade ainda é muito centrada no professor. O professor chega, faz o seu trabalho e borrifa-se para a experiência end-to-end do aluno ou o produto final do empregador. (uma vez mais, estou a generalizar…)

        – Relativamente à proliferação de cursos, o mecanismo era o seguinte: alunos de doutoramento terminam o doutoramento, não têm colocação logo o prof que os orientou decide criar uma sub-subespecialidade para justificar a existência de mais uma estrutura e dar emprego nas aulas práticas (e não só) aos seus doutorados. Isto aconteceu, é real, eu presenciei. Admito que com a troika as coisas tenham melhorado, mas o ímpeto ainda está lá, latente.

        – Eu concordo que a universidade seja como diz, um sítio para”capacitar as pessoas a encontrar soluções para problemas desconhecidos “. O meu problema é que se a Universidade o é, hoje, então é por acaso e não por “design”. Ou seja, eu duvido que haja um esforço consciente para olhar para a experiência unversitária como um todo (e não em cadeiras individuais) e que haja uma tomada de decisão nesse sentido.

        – Finalmente, sem alunos a Universidade seria um centro de pesquisa e investigação. E sem alunos também não há empregadores. Donde vem o financiamento então? Dos projectos de investigação e da consultoria. Conseguem viver com só isto? Eu sei que algumas asseguram 50% do financiamento com isto…

        Cumprimentos,

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  7. Há sinergias entre ensinar e investigar, com ganhos para ambos: 1) o investigador só percebe verdadeiramente algo se o puder transmitir de forma mais simples a um aluno, e 2) um aluno beneficia se souber como a fronteira de conhecimento (numa determinada área especializada, claro) se está a expandir.

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  8. É pelo menos legitimo colocar a alternativa #4. Mas cada vez menos tende a ser verdade. Pelo menos na Universidade Nova de Lisboa houve alterações, incluindo fecho de cursos, devido à falta de procura para os mesmos.

    Não creio que seja geral a situação de os cursos serem para formar novos professores. A excessiva teoria (e poderemos também discutir o que é excessivo) será mais devido às inclinações dos professores, e aos seus conhecimentos. Embora por vezes a ideia de que ser teórico é mau é também ela problemática – por exemplo, se estivermos a falar de tributação do rendimento, é mais importante saber princípios sobre o que significa progressividade de impostos, e que implicações tem em termos de distribuição de rendimento e incentivos ao trabalho, do que saber preencher online o formulário do IRS. Noutra área completamente diferente, prefiro que quem faz uma estrada tenha conhecimentos suficientes para perceber que escoamentos de água são necessários, que inclinações são possíveis, com base em teoria do que ir experimentando (estou a extremar, obviamente).

    Sobre a estratégia das universidades, o optar-se pela visão da alternativa #1 ou pela visão da alternativa #2 tem implicações muito diferentes. Na visão #1, a universidade no limite presta um serviço às empresas que é pago com dinheiros públicos, e se se pretende que as empresas tenham mais a dizer sobre como é dada a formação então deverão pagar esse serviço como qualquer outra formação que entendem dar aos seus empregados; na visão #2, cabe às universidades apresentar e discutir o que é a sua proposta no sentido de formação dos alunos enquanto membros da sociedade, e aqui torna-se mais complicado definir com objectividade o que terá mais impacto ou será mais útil no futuro (basta lembrar que há muitos anos, o crucial era saber Lotus 123, hoje ninguém sabe o que é o antecessor do Excel – a transição foi pedida pelas empresas, ou começou pelas universidades e depois espalhou-se? e como este será possível encontrar outros exemplos).

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  9. Não nos devemos esquecer que há pelo menos 3 tipos de investigação e são todos úteis à sociedade: a) investigação aplicada (que nos ajuda a resolver problemas existentes, ou a antecipar problemas que podemos vir a ter se não mudarmos os nossos comportamentos), b) investigação fundamental (que basicamente fornece as ferramentas para os investigadores aplicados fazerem um bom trabalho), e c) a investigação mais esotérica (que nas palavras de Donald Rumsfeld se dedica aos “unknown unknowns”, i.e., a procurar saber as dúvidas e as perguntas que nem sequer sabíamos que tínhamos). Deixar tudo isto só às empresas é assegurar que não vai funcionar – para saber porquê temos de saber um pouco de teoria económica🙂

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