Momentos económicos… e não só

Sobre “Disruptive Innovation” em saúde, para discussão pública

2 comentários

documento disponível aqui, do Expert Panel on Effective Ways of Investing in Health.

Sumário:

Disruptive innovation is a concept that has been developed for analysing ways to improve health outcomes and reduce costs in the US health care system. The Expert Panel on Effective ways of Investing in Health (EXPH) was requested to focus on the implications of disruptive innovation for health and health care in Europe.

The Expert Panel understands “disruptive innovation” in health care as a type of innovation that creates new networks and new organisational cultures involving new players, and that has the potential to improve health outcomes and the value of health care. This innovation displaces older systems and ways of doing things.

The Expert Panel conceptualizes disruptive innovations as complex and multi- dimensional, categorising five levels of disruptive innovations: typology of business model, fluency of implementation, health purposes, fields of application and pivoting values.

The Expert Panel identified five strategic areas for disruptive innovation: translational research, access to new innovative technologies, precision medicine, health professional education and health promotion.

The implementation of any (disruptive) innovation should carefully address the issues of relevance, equity (including access), quality, cost-effectiveness, person- and people centeredness, and sustainability. Health policy should be designed to encourage enablers for developing and implementing disruptive innovations and reduce the potential barriers.

While disruptive innovation can be an important concept for policy analysis, it does not mean that other types of innovation are less desirable. Incremental innovation can be very important, as well as more radical innovations that may not be classified as disruptive.

Disruptive innovations can be an important mechanism for improvement of health and health care in Europe. Disruptive innovations provide new and different perspectives that, in the long run, tend to reduce costs and complexity in favour of improved access and the empowerment of the citizen/patient. Policy makers should thus, see disruptive innovations as possible new ways of developing sustainable European health systems.

Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

2 thoughts on “Sobre “Disruptive Innovation” em saúde, para discussão pública

  1. Caro Pedro,
    Sei (?) que esta de acordo, com a declaracao que segue, mas ajuda a contextualizar.
    Disruptive innovation em saude, como noutra area, nao se limita a tecnicas ou processos. Um mercado a funcionar aberto, i.e., “nao capturado”, tem , pela propria natureza do mercado aberto, um efeito acelerador do processo ( de disruptive innovation ).
    Entao, ou tenho andado distraido e nao tenho lido o que escreve, ou Pedro Pitta Barros nao reconhece que o mercado condicionado ( convencionado ), numa area de inquestionavel importancia, a dos MCDTs ( despistagem preventiva do risco/prevencao de custos futuros ), constitui um travao a disruptive innovation ( a expressao em portugues, p.f. ). A começar no servico ao utente ( entendido desde o primeiro contacto, telefonico ou outro, ao atendimento na clinica ou hospital, a prontidao da resposta e a qualidade do acto e da pratica medica ). Num mercado a funcionar de forma livre, o utente ganha efectiva capacidade de seleccao. O que obriga os operadores a focarem-se no servico . A centralidade no servico, conduz à necessidade de diferenciacao . A diferenciaçao ( a necessidade dela ) é uma das forcas mais geradoras de disruptive innovation. Força que se transmite – decorre do proprio processo – a todas as areas do serviço prestado pela clinica ou hospital ( publicos ou privados ). Muda metodos, tecnicas e sobretudo mentalidades.
    Se assim é – e penso que PPB concorda – por que motivo este é um assunto tabu?
    Ou, como acautelei, sou eu que tenho estado distraido ?
    SP

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    • Obrigado pelo comentário.
      O conceito de inovação disruptiva é independente da questão de concorrência. Inovação disruptiva é vista como algo que obriga a uma reorganização da forma como são prestados os serviços de saúde, com uma mudança cultural nos profissionais de saúde envolvidos, indo além do que é o focar no cliente/utente/doente.
      Sobre o papel da concorrência e as condições em que mais provavelmente gerará efeitos positivos em termos de desempenho dos sistemas de saúde, deixo uma sugestão de leitura: http://link.springer.com/article/10.1007/s10198-015-0736-3.

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