Momentos económicos… e não só

Trumpified

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como o mundo fora dos Estados Unidos. Depois do Brexit, falta ver o que sucede em França no próximo ano para termos mudanças de políticos inesperadas em grandes países do mundo ocidental. (E não esquecendo a Hungria.)

As explicações, ou falta delas, para o resultado americano e para a incapacidade dos media em acompanharem a mudança e as sondagens para a captarem. Um bom ponto de partida é o texto do New York Times sobre como Trump ganhou. E o que Pedro Magalhães irá certamente analisar.

O tom do discurso de Donald Trump foi (surpreendentemente) conciliador, e alguns comentários americanos fazem paralelo da sua eleição com o que foi a eleição de Ronald Reagan. Apesar disso, a incerteza que existe sobre o que será Donald Trump como presidente é enorme. O seu discurso foi virado para dentro da América, com referência às infraestruturas e às “inner cities”. O que se olharmos para o passado de Trump não é de surpreender que a construção esteja presente. Mas se também cumprir o que tem dito sobre imigração nos Estados Unidos, ter um grande programa de obras públicas (se for isso que tem em mente) irá colocar desafios de ter (ou não) ter mão de obra não qualificada imigrante nessas obras.

A primeira reação, nos próximos tempos e até se conhecer o que Trump realizará como programa económico, será de procura de segurança – por exemplo, refúgio no ouro e (algum) abandono de activos financeiros. Mas também nos tratados internacionais que os Estados Unidos estão a negociar poderão surgir alterações importantes de rumo (abandono? posições mais extremas dos Estados Unidos?).

Também a área da saúde nos Estados Unidos pode mudar radicalmente. Depois de muitos anos de tentativas, Obama deu passos importantes para a cobertura universal da necessidade de cuidados de saúde, com intervenção regulatória no mercado de seguros (a Affordable Care Act, que tem 6 anos e começam agora a sair as primeiras análises mais detalhadas dos seus efeitos). Trump, e o partido republicano em geral, têm manifestado intenção de voltar atrás.

Veremos o que é a concretização em políticas do que foi a campanha eleitoral de Trump.

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Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

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