Momentos económicos… e não só

Atividade gripal (atualizado 05/01/2017)

4 comentários

(atualização em 05/01/2017 com um novo boletim que saiu desde a escrita inicial deste post)

É normal nesta época do ano haver surtos de gripe. Para um acompanhamento da “normalidade” ou não do número de casos e respectiva mortalidade, o ponto de informação é o INSA e a sua página dedicada à atividade gripal, disponível aqui.

Do boletim da semana 12 a 18 de Dezembro: mais casos do que no ano passado, mortalidade dentro do esperado – e esperar que não seja o virus A(H3) a “estrela” deste inverno (imagens retiradas do boletim INSA).

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[atualização a 05/01/2017 a partir daqui]

Com o boletim da semana 51 (de 19 a 25 de Dezembro), mantém-se o aumento de casos acima do ano passado, e também a mortalidade ultrapassa o valor normal. Confirma-se a intuição do comentário recebido antes da atualização deste post.

E com estas duas semanas em sequência e devendo estar para sair mais um boletim, tudo aponta para um aumento da mortalidade acima do valor normal, e ligada ao acelerar do surto de gripe.

Se os números de base destas curvas estivessem disponíveis em formato excel (como sucede com muitos outros dados disponíveis na zona da transparência do portal do SNS) poderia-se fazer uma análise mais fina, fica para outra altura.

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Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

4 thoughts on “Atividade gripal (atualizado 05/01/2017)

  1. A derivada do ultimo ponto está bem alta em relação a outros anos, comparável so com anos anormais. Assumindo que o número de óbitos é propocional ao número de casos, é de esperar que haverá mais obidos do que em média.

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  2. Tens razão na primeira parte, não sei se é verdade a segunda parte do comentário. A derivada da taxa de incidência é mais elevada este ano. A dos óbitos também parece ser, mas comparando com os outros anos o efeito final parece muito condicional ao A(H3) – que surgiu sempre como mais mortífero. Os próximos números devem clarificar, e perceber se o excesso de mortalidade que se venha eventualmente a verificar é atribuível ao virus ou não.

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    • Tens razão. Não me tinha apercebido do texto em cima das curvas a indicar as diferentes estirpes. Já se sabe se o A(H3) vai ser o mais comum? (Posto de outra forma: o que significa expecificamente o texto em cima das curvas? O mais comum naquele ano? O de maior incidência? O mais mortifero?)

      Se os dados estivessem disponíveis até daria para construir uma previsão baseada nos dados de anos anteriores! 🙂

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  3. Pingback: POLITEIA

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