Momentos económicos… e não só

Observatório mensal da dívida dos hospitais EPE, segundo a execução orçamental (nº 61 – Outubro 2019)

2 comentários

Nada a acrescentar ao mês passado, a não ser mais um número que confirma a tendência de crescimento (longo bocejo de tédio). Previsões para os próximos meses: crescimento continua no próximo mês, dado que outubro foi mês de eleições. Em novembro, com a preparação do orçamento do Estado deve ser anunciado novo esforço financeiro para as contas da saúde (a paixão desta nova legislatura?), que se traduz num acelerado crescimento da dívida (a sair das caixas e sacos onde estiverem enfiadas as facturas não pagas), para depois cair com as injeções de verbas e com ajustes de final de ano (de preferência a que stock no final do ano seja menor que o stock no final do ano passado). Chega-se a Janeiro, recomeçar o ciclo!

 

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Autor: Pedro Pita Barros

Professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa

2 thoughts on “Observatório mensal da dívida dos hospitais EPE, segundo a execução orçamental (nº 61 – Outubro 2019)

  1. E que tal tentar quebrar este circulo vicioso? Penso que a Univ. Nova, através do Senhor Prof. teria aqui uma oportunidade der lançar um debate, apesar de o assunto já ser falado há anos. Não haverá forma de juntar um conjunto de pessoas com conhecimentos do setor interessadas em pensar diferente do habitual?

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  2. Já deixei, ao longo dos últimos anos, várias ideias aqui (e noutros lados) sobre como desatar este nó. E até há uma tentativa oficial em curso, com a estrutura de missão liderada por Julian Perelman. Só não sei se essa missão é levada suficientemente a sério por todos os interlocutores para poder ter efeitos reais.

    Claro que podemos ter outras ideias criativas, como tornar o secretário de estado do orçamento também secretário de estado da saúde (com o pelouro das contas), ou fazer com que semana por mês o secretário de estado do orçamento e a secretaria de estado da saúde trocassem de ministérios e funções (uma espécie de minist-erasmus), a ver se assim ultrapassavam desconfianças e antagonismos entre ministérios para depois encontrar soluções que funcionem.

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